Por Deborah Charles
WASHINGTON (Reuters) - Faltando cinco dias para o prazo final determinado pelo presidente Barack Obama para que se chegue a um acordo com o intuito de elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, republicanos e democratas ainda têm de concordar com um grande plano para reduzir o déficit do país e aumentar o limite de financiamento, a tempo de evitar um inédito default pelos EUA.
Os esforços para chegar a um amplo acordo de redução do déicit estão emperrados num impasse sobre cortes de impostos, conforme os parlamentares --de olho nas eleições de 2012-- mantêm firmememente suas posições.
Nesta semana, os senadores devem avançar com um plano que autorizaria mais empréstimos e que poderia também incluir alguns cortes de gastos.
Obama definiu a próxima sexta-feira como o prazo limite para que os líderes do Congresso de ambos os partidos acertem um acordo para elevar o teto da dívida. Ele disse que a data de 22 de julho daria ao Congresso mais tempo para redigir e aprovar a legislação antes de 2 de agosto, quando o governo não terá mais recursos para honrar os compromissos.
Economistas vêm alertando que o fracasso nas negociações poderia causar ondas de choque nos mercados financeiros globais e colocar os EUA numa nova recessão.
Agências de rating inclusive têm sinalizado que podem cortar a nota 'AAA' dos EUA caso o limite de financiamento não seja elevado e medidas de redução de déficit não sejam aprovadas e implementadas.
(Reportagem de Thomas Ferraro e Caren Bohan em Washington e de Chuck Mikolajczak em Nova York)