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25 julho 2014

JORNALISTA PASSA CONSTRANGIMENTO NA PF

Uma jornalista baiana passou uma constrangimento por conta do estilo de cabelo que usa. Na última semana, Lília de Souza, 34 anos, procurou o posto da Polícia Federal do Salvador Shopping para renovar seu passaporte, cujo vencimento estava próximo. Após esperar 7 horas e realizar todos os procedimentos necessários para adquirir o documento, Lília esbarrou em um novo empecilho: o sistema que salva a foto para o documento se recusava a aceitar a foto da jornalista.
Depois de sucessivas tentativas, agentes da PF perguntaram à jornalista se ela poderia prender o cabelo pois, o sistema não estava aceitando a imagem gerada por conta do volume dos fios.  Lília usa cabelo no estilo "black power" e chegou a chorar depois de se submeter ao pedido ddos agentes, já que precisava do documento.

Uma jornalista baiana passou uma constrangimento por conta do estilo de cabelo que usa. Na última semana, Lília de Souza, 34 anos, procurou o posto da Polícia Federal do Salvador Shopping para renovar seu passaporte, cujo vencimento estava próximo. Após esperar 7 horas e realizar todos os procedimentos necessários para adquirir o documento, Lília esbarrou em um novo empecilho: o sistema que salva a foto para o documento se recusava a aceitar a foto da jornalista.
Depois de sucessivas tentativas, agentes da PF perguntaram à jornalista se ela poderia prender o cabelo pois, o sistema não estava aceitando a imagem gerada por conta do volume dos fios.  Lília usa cabelo no estilo "black power" e chegou a chorar depois de se submeter ao pedido dos agentes, já que precisava do documento.
A jornalista acredita qque o estilo do cabelo é um traço que reforça a sua identidade negra e que o sistema não pode se apegar a padrões. Em conversa com os agentes, que explicaram que não era a primeira vez que o fato ocorria, Lília se seniu constrangida por ter que seguir um padrão que, segundo ela, é racista. A jornalista descartou qualquer ato de racismo por parte dos agentes.
Magoada com o ocorrido, Lília de Souza escreveu seu desabafo nas redes sociais e viu a situação sendo compartilhada por centenas de pessoas solidárias com o ocorrido. Lília também foi procurada por ativistas de movimentos sociais que combatem o racismo e até advogados, porém ainda não se decidiu se irá ajuizar causa sobre o fato.

Segundo o delegado Thiago Sena, chefe do setor de Comunicação Social da Superintendência da PF na Bahia, a questão é meramente técnica. Ele explicou que um cabelo de proporções maiores, acaba diminuindo o rosto do fotografado, e foi isso o que o sistema acabou impedindo no caso de Lília.

" O problema foi tecnológico. Não é que não possa tirar foto com cabelo "black power", claro que pode. A gente concorda com ela que isso é inadmissível. O caso já foi passado para a nossa sede em Brasília, para sabermos que medidas podem ser adotadas", disse.
A Polícia Federal divulgou comunicado explicando o fato. Leia na íntegra:
"Em referência à postagem "Sistema da PF não aceitou meu cabelo black power para foto de passaporte" do blog Blogueiras Negras, a Polícia Federal informa que a Superintendência Regional na Bahia vai procurar a jornalista Lília de Souza para esclarecer os motivos da reprovação de sua fotografia pelo sistema de emissão de passaportes.
A PF adota sistema com o padrão da Organização da Aviação Civil Internacional - OACI / ICAO, aplicando metodologia universalmente aceita. Os chips desses passaportes armazenam inúmeros dados biográficos e vários requisitos são exigidos para uniformização de procedimentos.
Assim, o chamado padrão ICAO exige que a foto preencha requisitos mínimos para subsidiar a identificação dos viajantes. O sistema pode reprovar uma foto capturada por inúmeras razões, o que exige uma nova fotografia.
Esse procedimento tem que ser refeito em diversas situações, tais como: cabelo solto, cabelo na frente dos olhos, cabelo muito volumoso, olho fechado, adornos diversos, ombros ou orelhas que não estejam visíveis, fotos desfocadas, dentre outros.
Desta forma, o procedimento adotado no caso está dentro dos padrões internacionalmente estabelecidos.

Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal"
Fonte: Redação SRZD

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